“Há tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de calar, e tempo de falar.” (Eclesiastes 3:7)
Existem momentos em que o silêncio é mais poderoso do que qualquer palavra. É no silêncio que aprendemos a ouvir — não apenas os sons ao nosso redor, mas a voz suave de Deus que não se manifesta no vento forte, nem no fogo, nem no terremoto, mas na brisa tranquila (cf. Isaías e 1 Reis 19:12).
O silêncio nos ensina a esperar, a discernir, a encontrar o centro da nossa vida. É nele que somos convidados a amar o próximo com mais atenção, a perceber suas dores e alegrias, e a nos alinhar com o propósito divino.
Mas chega também o tempo de falar. Falar não para nos impor, mas para testemunhar aquilo que ouvimos no silêncio. Falar para edificar, para consolar, para anunciar esperança. Falar para que o amor que recebemos de Deus transborde em palavras que curam e levantam.
O desafio é reconhecer cada tempo: o tempo de calar e o tempo de falar. Que possamos cultivar o silêncio que nos aproxima de Deus e, quando chegar a hora, usar a nossa voz para espalhar luz e vida.