¹² A maldade vai se espalhar tanto, que o amor de muitos esfriará;
¹³ mas quem ficar firme até o fim será salvo. Mateus 24:12–13
Sou uma pessoa extremamente comunicativa. Gosto de conversar com todos e, se me distrair, sou capaz de conversar até com minha própria imagem no espelho. No entanto, vamos ao que realmente interessa.
Em uma dessas conversas, estava dialogando com um motorista de aplicativo. Ele se mostrava extremamente rígido e inflexível ao falar sobre possíveis soluções para os problemas da vida. Quando me refiro a “problemas da vida”, falo dos conflitos e convivências diárias, dos dilemas que enfrentamos constantemente e, sobretudo, de como lidamos com as outras pessoas.
Não vou mentir: lidar com pessoas é, muitas vezes, frustrante. Eu mesmo, em certos momentos, chego a pensar em “torcer alguns pescoços”, mas isso fica apenas no campo dos pensamentos. No entanto, aquele colega de aplicativo ia além: declarava abertamente suas doutrinas de ódio. Eu, com minha “cara de lagartixa”, apenas balançava a cabeça, não por concordar, mas para evitar discórdia e também para observar até onde aquela loucura poderia chegar.
Após a corrida, fiquei refletindo sobre esse sentimento de ódio que parece circular de forma tão intensa entre as pessoas, bem como sobre suas possíveis causas. Cheguei, então, a uma conclusão: trata-se da falta de amor ao próximo e da escassez de empatia.
É claro que, como cristãos, não somos chamados a aceitar tudo o que o mundo nos apresenta ou impõe. Contudo, isso não justifica o uso da violência, seja verbal ou física, contra aquilo ou aqueles com quem não concordamos.
Ao final, Cristo não mente: o amor de muitos esfriará.
A boa notícia é que, em um mundo onde o amor esfria, permanecer firme no amor é o caminho da salvação.